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5 de maio de 2010

Por que ignorar que mãe de bicho também é mãe?

Ontem eu estava procurando uma atividade para fazer com meus alunos sobre o dia das mães. Como todas as crianças eles adoram os bichos e resolvi procurar imagens de mamães com seus filhotes, e acabei 'caindo' no site http://www.ranchodosgnomos.org.br/noticia.php?id=187 onde tem uma reflexão muito interessante sobre as mamães dos bichinhos.



"Mãe de Bicho Também é Mãe!
... e elas são maltratadas, exploradas, tiradas do convívio com seus filhotes, abnegadas de alimentá-los com o seu leite, de protegê-los e, principalmente, de exercer o seu papel natural de mãe.

MÃE GALINHA: Seus ovos lhe são roubados logo após a postura para serem chocados em incubadoras artificiais. Com apenas um dia de vida, seus pintinhos são levados para as granjas. Menos os pintos machos das galinhas poedeiras, que não são rentáveis para a indústria. Por isso, logo que nascem, são empilhados dentro de enormes sacos, onde vão morrendo lentamente, por asfixia, ou são lançados em grandes trituradores para servirem de matéria-prima para alimentação de frangos adultos ou para fabricação de ração para cães e gatos.
MÃE VACA: Para produzir seu leite de forma contínua, é inseminada artificialmente, ano após ano (hoje em dia, há ainda o método de indução de uma falsa gravidez via injeção de hormônios). Como os bezerros machos das vacas leiteiras não renderiam carne de boa qualidade quando adultos, um fim diferente os espera. Eles são roubados da mãe logo após seu nascimento e confinados em caixotes de madeira, sobrevivendo à base de leite desnatado. Aos quatros meses de “vida”, anêmicos e com músculos atrofiados, são mortos. Sua carne, clara e macia, é conhecida pelo nome de vitela ou baby beef, aquela mesma que nosso querido Bento XVI, do alto de sua santidade, degustou em sua visita ao Brasil.

MÃE PORCA: Durante a gestação, é confinada numa baia tão minúscula que a obriga a permanecer deitada, sem poder se virar. Fica prenhe, pelo menos, duas vezes ao ano. Seus leitões são desmamados antes de completarem um mês de vida (menos da metade do tempo natural) e imediatamente encaminhados para a engorda. Enquanto amarga a dor da ausência dos filhos, ela é novamente inseminada.
Outro exemplo gritante de desrespeito aos laços entre mãe e filho no mundo atual é a produção de animais para fins de estimação. A lógica perversa é a mesma: cadelas são inseminadas à força, e seus filhotes lhes são retirados poucos dias após o nascimento, para irem parar em “pet shops”. Para cada animal que é comprado, um animal abandonado deixa de ser adotado, vindo a perecer nas ruas ou – pior – nos Centros de Controle de Zoonoses (o eufemismo atual para a não tão boa mas bastante velha “carrocinha”). Quem lucra com isso? Apenas os gigolôs de animais em seu ávido proxenetismo e sua inclemente desfaçatez moral.

Rafael Bán Jacobsen

Que nesta data, olhemos não só para nossas queridas mães humanas, mas também por todas aquelas de outras espécies que tem seus filhotes roubados ao nascer.

Por aquelas que voltam a seus ninhos e os encontram vazios, após traficantes de animais roubarem seus filhotes para o cruel tráfico.

Por aquelas que são obrigadas a serem mães por meio de inseminação artificial, virando máquinas reprodutoras para simplesmente produzirem o leite que seus filhotes não irão tomar, mas para os filhos de outras espécies continuarem a "mamar" depois de adultos (mas não na própria mãe de sua espécie).

Que olhemos as mães de todas as espécies que, neste momento, serão o prato principal da comemoração de um dia que, hipocritamente, os seres humanos comemoram chamando de "Dia das Mães"... porque se lembram apenas das mães de sua espécie.

Porque simplesmente ignorar que, mãe de bicho também é mãe? Pense nisso.
Desejamos que, neste dia especial, todas as mães sejam lembradas. As mães de sangue, adotivas, avós que são como segundas mães... e também, as mães animais, com características iguais ou parecidas que encontramos nas mães de nossa espécie.

Que as mamães que estejam sofrendo neste momento, sejam olhadas com outros olhos, como seres que precisam do nosso verdadeiro respeito e amparo.

Ajude uma mamãe além da sua! ;-)

Quem sabe, aquela cadelinha com uma cria imensa passando fome na rua? Ou uma mamãe pássaro que fez seu ninho no lugar mais urbano da cidade e precisa voar mais tempo em busca de alimento (coloque frutas frescas em galhos altos da árvore e deixe que ela escolha o que quer)? Ou mesmo oferecendo um lar para aquelas que estão desamparadas nas ruas, com suas mamas inchadas mostrando que estão para dar a luz, mas que não tem lugar seguro para seus filhotes? Podemos fazer tanto, muitas vezes... basta enxergarmos as oportunidades que estão a nossa frente, pedindo atenção. Pedindo socorro. Precisamos fazer acontecer a solidariedade e não apenas que more em nossos corações. Partir para a ação.

O Rancho dos Gnomos deseja um Feliz Dia das Mães para TODAS as mamães. Que as mamães racionais também pensem racionalmente sobre a condição das mamães de outras espécies."

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